06/10/06

Que belo colar...


Numa conversa informal, de amigos, uma das participantes, que eu mal conhecia (de 16/17 anos) falava convictamente do seu “cristianismo não praticante”…blá…blá… blá… celibato…blá…blá… a missa é uma seca…blá…blá. Lá falamos durante algum tempo sobre os temas habituais… A determinada altura, já cansado de repetir os mesmos argumentos sobre a insensatez da afirmação “cristão não praticante” resolvi mudar o rumo da conversa e elogiei-lhe o que trazia ao pescoço. Perguntei-lhe:
- Foi alguma dádiva familiar?
-Não – Vi-o, gostei e comprei este colar!
-Colar? – perguntei eu;
- Sim! Este fio! – respondeu-me.
- Isso que trazes ao pescoço é um terço! – Não sabias?
- Terço?! Aquilo que se reza?
E lá tive eu de explicar, pacientemente a “finalidade do colar”!
Pois… temos perdido muitas batalhas na instauração do reino de Jesus… mas o pior é que estamos a perder a guerra da cultura!

14 comentários:

margusta disse...

É...agora parece estar na moda usar o terço como um enfeite..pena é muitos não saibam qual é a sua finalidade...pensam que é um simples adereço...

Um beijo Padre Tó Carlos..se puderes passa lá nos meus Momentos..preciso das tuas palavra....

joaquim disse...

Pois é carissimo e Reverendissimo Padre.
Servem para moda e também servem como "amuleto" junto das figas e outros sinais, pendurados no espelho retrovisor do carro.
Talvez nunca houvesse tantos terços à vista, usados pelas pessoas, mas infelizmente não para rezar mas apenas para mostra.
Descobri, pela graça de Deus a benção da recitação diária do Rosário.
Pela graça de Deus, esperemos também que todos estes terços sejam um dia usados para rezar.
Sou um sonhador!!!
Façamos mais para que o sonho venha a ser realidade.
Abraço em Cristo
Joaquim

a capela disse...

Ainda bem que não perdeu a oportunidade de uma explicação ;) e que acredito vir a seu tempo, dar o melhor fruto.

abraços,
Malu

olhar infinito disse...

É verdade...temos de contribuir para a renovação das mentalidades...

Anónimo disse...

Também é bom lembrar que o rosário (objecto) terá nascido das coroas/colares de flores usadas pelas mulheres de antigamente em alturas festivas...

Pe. Tó Carlos disse...

Interessante ainda um pormenor... Discutimos sobre celibato e a dignidade sacramental da eucaristia... e a minha interlocutora nem o minimo de cultura religiosa tinha... Sinal dos tempos!

nahar disse...

Que sinal podemos ser no meio de tantos jovens com esta falta de trstemunho e presença??

abraço em Cristo

Pdivulg disse...

Aqui está a importância de Formação, formação e mais formação... Mas essa jovem provavelmente tem Pais que certamente sabiam o que era um terço, será que como Pais não deveriam esclarecer a filha?... Há muita coisa errada...

a. jolie disse...

qundo confundem terços com colares, já nem sequer quero imaginar a confusão que vai na cabeça das pessoas q confundem tamanha realidade... provavelmente ainda chegará o tempo que vão confundir duas cenouras com dois possíveis e maravilhosos brincos... ahahahahaa lol

Luz Dourada disse...

E se reflectirmos, não acha que o terço é um instrumento de pouco desenvolvimento espiritual? Contar orações a metro nunca me pareceu a forma mais adequada de nos pormos em sintonia com o criador.
Concordo que existe falta de cultura, neste país, mas não com este desfiar de ladainhas e avés marias por contagem.
Talvez a Igreja tenha um papel ainda a desempenhar, se conseguir ensinar o que é a "oração", sem olhar à quantidade de palavras ditas.
O terço, na maioria dos casos,acho que se mede mais a metro do que pela qualidade do que se diz...

Um beijinho para si!

Pe. Tó Carlos disse...

Cara luz...
Tomo a sua opinião como estritamente pessoal.
Assumo que,para mim,a oração diária do terço me coloca dificuldades enormes... demasiado enfadadonha!
No entanto não podemos nem devemos generalizar dizendo que é "intrumento de pouco desenvolvimento espiritual"... Se soubesse o numero de pessoas que conheco... que são santos e santas e pouco mais rezam que o terço! Não é uma questão de quantidade de oração mas intensidade de comunhão com Maria a Jesus.

CA disse...

Tó Carlos

Do meu ponto de vista não perde pela cultura nem se ganha pela cultura. E esta fixação na cultura tem sido, para mim, uma das grandes distracções do nosso clero.

Se as pessoas viverem a sua fé numa comunidade dinâmica a cultura religiosa e as manifestações culturais desenvolver-se-ão naturalmente. Se apenas tivermos cultura religiosa ou uma influência religiosa na cultura não somos fiéis ao Evangelho e perdemos a "alma" da cultura que queremos manter artificialmente.

Pe. Tó Carlos disse...

Tens muita razao no que dizes. So acho arrepiante a forma como as pessoas querem ter direito a uma opiniao eclesial quando nem o minimo de cultura religiosa tem!

elsa nyny disse...

Padre!!!

esta geração é mesmo assim...também eu já fui um pouco assim...andei muito tempo afastada da Igreja...mas, não de Deus! Graças a Deus!!!

tudo de bom!!!

Sorrisos!!!!
:))))