14/07/06

A Igreja, na cultura e civilização actual, tem perdido muitas batalhas mas a verdadeira guerra que a Igreja esta a perder é a guerra cultural.

5 comentários:

CA disse...

A Igreja não perde a guerra porque tem já dentro de si as sementes para um apostura diferente. A Igreja perde muitas batalhas porque a hierarquia as escolhe mal e com frequência o que está a defender não é o Evangelho nem o Amor.

Pe. Tó Carlos disse...

Bela reflexão! Eu afirmei aquilo porque as referencias culturais são cada vez mais dispersas e mal apresentadas!

fidei disse...

Realmente neste século a Igreja tem trocado a sua cultura por nada e muitos têm adquirido a cultura de inspiração profana. Já o cardeal Furno, numa intervista, defende que mais valia ter a música rock nas igrejas que ter as igrejas vazias. Ora aqui está o exemplo da adopçao do estracto mais superficial de cultura pagã em troca da cultura que a Igreja foi oferecendo ao mundo em milénios.

Muitos padres e bispos não sabem definir cultura e não a têm para poder sentir como seus os valores culturais da Igreja, então defendem outros ou defendem os seus de forma antagónica.

Ai "já tem dentro de si as sementes para uma postura diferente"? Espero não estar a entender mal um "clarim" tão pouco claro. Alguem podia explicar esse sentido? É que todo o mundo vé padres sempre mais ignorantes e superficiais... Não entendo....

Obrigado

luis manuel disse...

Transformar essa palavra guerra.... entusiasmar os sentidos para aquilo que nos rodeia.
Aqui ou acolá, dar voz e imagem a todas as inicitaivas que contrariam essa ideia. Abrir caminho aqueles que sabem o quanto pode contribuir hoje emdia a divulgação de culturas e de cultura.

Um abraço

CA disse...

A ideia de que o cristianismo estaria agora a perder a sua posição de referência na cultura do Ocidente parece-me pouco ligada à realidade. Aliás a tendência é precisamente a contrária. Há trezentos anos estavam a desenvolver-se movimentos que viam na Igreja e na sua influência algo mau. Estavam a gerar-se os movimentos que haviam de levar ao pior da Revolução Francesa e ao comunismo. A Igreja não percebeu nada do que se estava a passar e andou aos tombos. O mundo sofreu muito, mas hoje a religião é, de um modo geral, aceite como uma presença positiva na sociedade.

Valeria a pena reflectir sobre a posição da Igreja nos últimos séculos. Aquilo que via como ameaça é hoje património da humanidade (democracia, liberdade religiosa e de consciência, separação da Igreja e do Estado). Em contrapartida aquilo que a Igreja via como bom é hoje visto como uma ameaça, sobretudo se defendido por uma religião como a muçulmana (subordinação do indivíduo à autoridade do estado e da Igreja, ligação do Estado à religião, imposição da religião à força).

Posto isto, haja um movimento de renovação do essencial que a cultura cristã virá ao de cima. Sejam os cristãos exemplos de construção de um mundo mais humano e onde o amor seja o essencial que logo haverá mais cristãos e alguns deles serão grandes artistas, intelectuais, cientistas, políticos, etc. A acção de um cristão convicto, que ama, não pode deixar de ser cristã e de influenciar a sociedade; não é preciso que lho peçam ou que ele tente fazer isso deliberadamente.

Infelizmente às vezes procura-se apenas o aspecto exterior do poder e o que a hierarquia quer é pessoas de influência que apoiem cegamente as suas ideias, por menos evangélicas que elas sejam (as pessoas e as ideias), rejeitando muitos cristãos que apontam à hierarquia as suas fragilidades.

Há que procurar o Reino de Deus, que toda a cultura virá por acréscimo.