18/05/06

O Código... Publicidade da melhor!

Chega hoje às salas de cinema de todo o mundo “O Código da Vinci”, uma das obras mais polémicas dos últimos anos ao colocar em causa as bases da Igreja Católica e os evangelhos. Entre outras teorias, sustenta o casamento de Jesus Cristo com Maria Madalena e posterior descendência, estendendo-se até aos dias de hoje. Baseado no best-seller de Dan Brown, o filme promete ser um sucesso de bilheteira. “Tem tudo para ser um bom filme, uma boa obra de ficção”, descreve o padre António Martins. Face à polémica, o nosso jornal tentou ouvir a opinião de alguns sacerdotes na região, mas só aquele (que é um dos mais jovens padres da Diocese da Guarda) se mostrou disponível. A Diocese da Guarda, através de Francisco Barbeira, declinou qualquer contacto sobre o assunto, considerando que isso seria “dar importância ao que não a tem”.Por sua vez, António Martins, de 26 anos, professor, no Seminário do Fundão, não esconde que coloca a possibilidade de ir ver o filme. Apesar de considerar que o livro foi escrito com “alguma malícia”, também defende que, “estilisticamente, é uma obra de leitura agradável e de certo modo cativante”. Mas acusa Dan Brown de apresentar “teorias por ele inventadas sobre história, religião e arte, como se fossem verdades”.“

ÉPOCA CARENTE DE CULTURA RELOGIOSA
”Sobre as polémicas que Dan Brown lança sobre organizações como a “Opus Dei” e os “Templários” António Martins apenas comenta: “Numa época carente de cultura religiosa, o escândalo que a obra causa e o marketing bem elaborado foram ingredientes de sucesso”. Segundo refere, o autor “ataca a Igreja, na medida em que acusa os católicos de supostos crimes para silenciar a vida secreta de Jesus e afirma isto como sendo verdade histórica”. Com alguma indignação, critica Dan Brown de teorizar a existência da Igreja como “uma invenção do Imperador Constantino e uma grande mentira histórica que serviu ao Imperador para unir o império”.Novidades, só nos evangelhosPara o padre António Martins, muitos dos comentários feitos sobre “O Código Da Vinci” são desenecessários. “Se entendessemos a obra como pura ficção, seriam escusados todos os comentários”. “Quem quiser saber quem era Jesus Cristo, deve ler o Novo Testamento, que foi escrito há quase 2000 anos. Quem quiser conhecer os Evangelhos vai encontrar muitas novidades a respeito de Jesus!”

8 comentários:

Anónimo disse...

Eu li e não gostei!

Jacob disse...

Oh! Até o senhor padre Tó Carlos se presta a fazer publicidade...!

Esta coisa de ter opinião e não dizer, é difícil! Compreendo!

E o que a editora do livro e a produtora do filme querem é que se fale... A propósito e a despropósito, bem ou mal, a favor ou contra, isso não importa.
Desde que se fale, é sempre a facturar!

Pe. Tó Carlos disse...

Eu tambem disse que iria pedir uma comissao à editora e à distribuidora pela publicidade "negativa" que é a melhor!

Anónimo disse...

Depois de algum tempo adormecida... a "máquina" ou "monstro" da Igreja voltou ao activo!! Quando se fala de algo..bem ou mal, é pk se dá importância!!! mas o eu quero dizer nem é nada disso... o q penso é q até os grandes criticos de cinema, jornalistas, lá no pais dos pequenos mas ricos diria ATÉ "podres" de ricos, conseguiram manipular!!!! PARABÉNS!!! AGORA SO FALTA FALAR COM O SOCRATES P VOLTAR A COLOCAR OS CRUCIFIXOS... COM JEITINHO AINDA CONSEGUEM... E ATE QUEM SABE VOCÊS AJUDAREM A AUMENTAR O PIB E DIMINUIR OS IMPOSTOS DE QUEM TRABALHA DE VERDADE!!! PARTILHEMOS TODOS!!!

voualijavolto disse...

Ah então tenho razão, quanto mais publicidade..mais algumas pessoas aproveitam para ser publicitadas e...tirar partido...
É dar demasiado tempo de antena...
Cada um deve tirar aas suas conclusões acerca do assunto...e se vivemos em democracia (assim dizem...)que fique cada um com as suas opiniões...eu tenho a minha, também!

CA disse...

Gostei da notícia. O livro é bom para ler no verão, naquelas alturas em que até o cérebro quer ter férias. Li-o no verão passado e era agradável. Quanto ao filme ainda estou desconfiado. É difícil fazer a transposição e as primeiras críticas que li pareciam indicar que o filme não era grande coisa.

s.p. disse...

olha...caro colega...eu vou-te ser sincero...devorei o livro...alías para quem gosta de ler...simplesmente me levantava mais cedo para ler o código...não me arrependo e nem será por isso que irei pró inferno(rsrsrsrs)...e quanto ao filme...concerteza tb o irei ver...sem problemas...nada disto abala a minha fé...julgo que há pior e não somos capazes de o dizer...custa-me mais ir a fátima e ver as pessoas a rastejar e ver que ainda promovem esses sacrificios...acho que não é isso que deus nos pede...mas dissso ninguém fala...podemos tirar a fé...tantas mais...anda vai ver o filme...aquele abraço...já sabes onde e quando???rsrsrs

Dad disse...

O livro é super interessante. Também espero ir ver o filme. A liberdade intelectual não nos deve fazer comichões. A arte não pode ser limitada. Quem tem medo de quê? Fracas convicções???
E cada qual pode sonhar como quiser, não é?

Nunca esperei que o filme trouxesse tanta polémica. Isto só veio comprovar que os portugueses pouco lêem - vão mais ao cinema - daí o alerta e o medo...de quê???

Bom fim de semana, com toda a liberdade de expressão!

Beijinho,