26/10/05

Entrevista ao Jornal "A Guarda"



“A Guarda”: - Quem é o Pe. António Carlos?

Pe. António Carlos: Sou um jovem que há 25 anos nasceu na paróquia de Vale de Azares, Celorico da Beira, no seio de uma família cristã.
Com dez anos fui frequentar o Seminário Menor do Fundão porque na minha terra as pessoas confundiram timidez com “santidade”, julgo eu! Ainda bem que confundiram…digo eu agora.
Estudei no Seminário do Fundão de 1990 até 1995 tendo depois, numa opção mais consciente, ingressado no Seminário da Guarda. Terminado o ensino secundário ingressei no Instituto Superior de Teologia em Viseu, onde me licenciei no ano de 2003/2004. No último ano estive a estagiar, como educador/professor, no Seminário do Fundão.

A.G.: Foi complicado chegar ao sacerdócio?

Pe. A.C.: Nada de sólido se constrói na facilidade! Seria inconsciente se optasse por ser sacerdote de ânimo leve! Este passo que dou exige de mim um esforço pessoal de abnegação e entrega à oração, à formação teológica constante e ao serviço dos outros por amor a Jesus Cristo e ao Evangelho.

A.G.: Que espera da Igreja da Diocese da Guarda?

Pe. A.C.: O sacerdócio exige de mim uma entrega e dedicação total ao Reino. Estarei ao serviço da Igreja Diocesana de forma radical. Como acólito enviaram-me para o Seminário do Fundão, sempre procurei exercer da melhor forma… agora, como padre, mais tenho obrigação de me entregar a esta missão que o bispo diocesano me confiou. Espero que a nossa Igreja Diocesana consiga, cada vez mais, dar testemunho de comunhão e solidariedade dentro do presbitério, entre os leigos e entre uns e outros.

A.G.: Como vai ser a sua missão pastoral?

Pe. A.C.: Até Setembro do próximo ano sei que fico no Seminário do Fundão! Depois o futuro a Deus pertence e o Sr. Bispo lá saberá…Se eu gostaria de ficar? Para já é esta a realidade que conheço… Não conheço profundamente a realidade paroquial. Enquanto estiver tudo farei para gostar de estar… se um dia deixar de estar, tudo farei para gostar da nova missão.
O mais importante é que eu consiga ser alguém sempre próximo…alguém amigo à imagem de Cristo Bom Pastor…sempre solícito! O mais importante será ser sempre um bom sacerdote; um pastor dedicado a todos e a cada um dos que lhe estão confiados.Um bom sacerdote é aquele que reza por si; reza com e pelos outros! Um bom sacerdote é aquele que serve porque ama… confia porque acredita em Jesus e sabe que sozinho é apenas um detalhe da criação… com Jesus consegue fazer a diferença! Um bom sacerdote sabe que não faz mais que semear; é aquele que administra aquilo que Deus dá!

A.G.: Em sua opinião qual a razão da crise de vocações?

Pe. A.C.: Para mim, na minha humilde opinião, julgo que a crise de vocações se deve fundamentalmente a duas problemáticas:
Em primeiro lugar o problema das famílias! Cada vez mais encontramos famílias disfuncionais e crianças que crescem sem as referências religiosas e morais da fé em Jesus.
Em segundo lugar esta cultura e esta sociedade que privilegia o barulho em vez do silêncio… o imediato em detrimento do autêntico. Deus continua a chamar e a falta de vocações, por certo, não é “culpa” d’Ele. Falta uma cultura de silêncio e oração.
Quem me dera ter uma receita para resolver estas problemáticas.

In: www.jornalaguarda.com

20/10/05

Ser PADRE


Apontar o caminho a quem procura
Chegar a casa ao fim de cada dia;
Pregar a Deus a toda a criatura;
Abrir na terra fontes de alegria.

Erguer ao Céu, nas mãos, a Hóstia Pura
E o Cálix da Divina Eucaristia;
Subir com Cristo a Rua da Amargura
Junto da Cruz fazer-Lhe companhia.

Ser Padre é isto! É ser o Bom Pastor,
De montanha em montanha, dor em dor:
Dar rosas de ouro às almas entre abrolhos.

Quem no Padre não vê Jesus que passa,
Passa longe dos Anjos e da Graça,
Como cego que a Deus refeche os olhos.

Moreira das Neves

19/10/05

Entrevista do Diácono Tó Carlos ao Jornal “Manhã Radiosa” – Jornal do Seminário Menor do Fundão.


Manhã Radiosa: Como descobriu a sua vocação?
Diácono Tó Carlos: Partindo dessa questão alguém poderia realizar um filme… uma longa-metragem!
Costumo dizer que vou descobrindo diariamente a minha vocação. A minha vocação fundamental, acredito, é ser sacerdote… o modo como realizo a minha vocação vou descobrindo no meu dia a dia.
Ontem, hoje e amanha vou procurando construir o meu caminho de realização e felicidade… este caminho é o meu caminho vocacional. A vocação será a minha resposta a diária a Deus em ordem a uma fidelidade à sua vontade para mim... se descobrir qual a vontade de Deus para mim, se a colocar em prática realizar-me-ei e serei feliz.

M.R.: Quando e como veio parar ao Seminário de Fundão?
D.T.C.: Terminei o curso de Teologia no ano lectivo 2003-2004 e, no ano lectivo transacto vim trabalhar para o Seminário Menor. Foi terminar o Seminário e começar de novo! Em funções diferente é claro!...
As circunstâncias foram especiais porque vim numa altura em que o D. António já estava doente e por isso ausente da Diocese e ainda não tínhamos bispo coadjutor.

M.R.: Quando entrou para o Seminário tinha ideia de chegar a ser sacerdote?
D.T.C.: Vim para o Seminário com 10 anos! Vim porque quis. Tenho no entanto a sensação que na altura confundiram a minha timidez natural com “santidade”. Ainda bem que confundiram… digo eu agora!

M.R.: Durante o seu tempo de seminarista o que achava da missa diária, da equipa educadora e do seminário?
D.T.C.: Não sou diferente de vós e de certo que, na altura, pensaria aquilo que vós agora pensais! Com certeza também julgava a missa uma “seca” e também terei dito mal dos educadores e do Seminário!
Só o tempo nos ensina a valorizar a vida no seminário e a formação integral que a equipa educadora procura sempre semear.

M.R.: A escolha do Sacerdócio é difícil?
D.T.C.: Nada de sólido se constrói na facilidade. Seria inconsciente se opta-se por ser sacerdote de animo leve! Este passo que vou dar exige de mim um esforço pessoal de abnegação e entrega à oração, à minha auto formação teológica e ao serviço dos outros por amor a Jesus Cristo e ao Evangelho.

M.R.: Como está a reagir a sua família?
D.T.C.: À minha família devo tudo! Sempre me apoiaram! Sempre quiseram e tudo fizeram para que eu fosse muito feliz. A educação que deles recebi, o amor que sempre me transmitiram é a minha base e será sempre o meu mais seguro “porto de abrigo”. No final desta etapa é evidente que estão felizes porque eu estou feliz!

M.R.: O que acha que irá sentir quando estiver a ser ordenado?
D.T.C.: Estarei como sempre estou…nervosinho e atrapalhado por ser o centro das atenções! É o momento de uma vida…um momento de consagração a Deus no serviço ao próximo.

M.R.: O que pensa que vai mudar na sua vida?
D.T.C.: O que vai mudar? Pouco espero! O sacerdócio exige de mim uma entrega e dedicação total ao Reino. É isso que, já agora, como Diácono, tenho tentado sempre fazer. Estarei ao serviço da Igreja Diocesana de forma radical. Como acólito enviaram-me para o Seminário do Fundão sempre procurei exercer da melhor forma…agora como padre mais obrigação tenho de me entregar a esta missão que o bispo diocesano me confiou.

M.R.: Ao tornar-se sacerdote gostaria de continuar no seminário ou ir para uma paróquia?
D.T.C.: Até Setembro do próximo ano sei que fico no Seminário! Depois o futuro a Deus pertence e o Sr. Bispo lá saberá…
Se eu gostaria de ficar? Para já é esta a realidade que conheço… Não conheço profundamente a realidade paroquial. Enquanto estiver tudo farei para gostar de estar… se um dia deixar de estar tudo farei para gostar da nova missão.

M.R. O que é um padre?
D.T.C.: É alguém próximo…alguém amigo à imagem de Cristo bom pastor…sempre solicito!

M.R. De certeza que ao longo destes anos, houve momentos marcantes na sua vida. Partilhe connosco alguns desses momentos especiais.
D.T.C. Foram tantos o momentos especiais…foram tantos os momentos difíceis…. foram tantos os momentos marcantes nesta caminhada. Conto-vos um que acho importante! Sabeis porque vou ser padre? Eu vou ser padre porque sempre houve muita gente a rezar por mim. Sei que na minha terra natal todos os dias algumas dezenas de pessoas rezavam por mim…ao longo dos 14 anos de seminário houve sempre gente que rezou para que eu chegasse um dia a ser padre. Quando eu descobri isto… quando me dei conta desta força que me vinha da oração destas pessoas tive muita mais coragem para continuar a procurar qual a vontade de Deus para mim.

M.R. Por fim, deixe-nos um conselho…
D.T.C.: É para isso que cá estou! É isso que faço todos os dias aqui! Mais um… Aproveitai ao máximo aquilo que o Seminário coloca ao vosso dispor… crescei autenticamente como Homens e cristãos conscientes!
Amai aquele que muito nos ama! Jesus Cristo!

Oração pessoal


Os meus propósitos

Meu Senhor e meu Deus, nesta cultura violenta quero testemunhar-Te levando ao mundo palavras de união!

Neste tempo onde todos querem ser servidos, que eu manifeste no mundo a alegria que é servir.

Quando tantos fecham a mão para bater, para agredir, que eu abra o coração para acolher.

Num mundo que adora a máquina e a técnica que eu saiba humanizar a pessoa.

Neste mundo que perdeu o sentido do valor da vida que eu ajude a dignificar a existência humana como dom do Teu amor!

Meu Pai do céu… em Ti confio! Em Ti deposito meus sonhos, projectos e anseios! Serei feliz porque jamais abandonas aqueles que amas!

Neste mundo onde todos olham apenas a terra, que eu saiba sempre olhar e apontar o céu!

Nas tuas mãos, òh Pai, entrego confiadamente a minha vida! Faz de mim teu fiel instrumento… para sempre!

11/10/05

Bispo Português fala no Sinodo dos Bispos em Roma


Intervenção de D. Albino Cleto na 12ª Congregação Geral

Penso que deveria resultar deste Sínodo uma palavra de estima e de estímulo comum para com os nossos sacerdotes e os seus colaboradores, que fazem tantos sacrifícios para garantir ao povo de Deus a celebração do Domingo.
Neste espírito de pastores vigilantes e de irmãos que ajudam, nós devemos, portanto, estar atentos aos desvios que se acentuam, pelo menos no meu país.
Apresento três tendências, boas em si mesmas, mas nas quais a Eucaristia tende a desviar-se do que ela é - celebração litúrgica e santa do mistério sacramental – para tornar-se um simples serviço religioso.
Em primeiro lugar: a preocupação principal dos padres em garantir a Missa, que os fiéis exigem, negligenciando a qualidade da celebração. Numa sociedade secularizada, o alimento não basta, é preciso preparar a mesa. Mais importante do que colocar a hóstia na mão ou na língua do fiel é fazê-lo com a dignidade que transmite a fé.
Em segundo lugar: no desejo de ser aceites pelas pessoas que nos ouvem, os nossos padres consideram a Eucaristia como uma comunhão na mesa da igualdade. Comprometamo-nos numa catequese na qual a comunhão seja, antes de mais, comunhão com o Cordeiro imolado e oferecido.
Terceiro: multiplicamos as celebrações dominicais que, na ausência de um padre, são presididas por diáconos ou leigos. É uma bênção, mas a facilidade com que se procede à substituição da Missa por estas celebrações preocupa-me. Seria necessário, pelo menos, que os ritos sejam mais nitidamente diferenciados.
Fonte Eclesia, www.ecclesia.pt

08/10/05

Recado aos Padres desalojados e aos que dizem que lhos roubaram...


“Queria sem intenção de ferir, dizer umas coisas simples aos padres em causa. Olhem, amigos, nós, os que estamos cá fora precisamosde vós, como servidores do Povo de Deus, como testemunhas de Cristo, Servo, pobre e humilde, como companheiros de jornada, como padres desinstalados, que não se servem a si mesmos e não como prepotentes que começaram agora a vida e já se sentem humilhados”.Sou um simples cidadão normal, como todos os cidadãos mortais e sou membro do Povo de Deus, como os outros membros do Povo de Deus. É como tal que escrevo. Nem o sei fazer de outra maneira. Um dia de uma semana passada, ao passar pela cidade, dei de caras com uma notícia num jornal cá do sitio:“Bispo vaiado na Vermiosa”, escrevia-se lá. E relatava as atitudes de um povo que se sentia roubado. Fiquei atónico. Já tinha lido no Público o relato da vígilia silenciosa de Gonçalo e mais duas paróquias, frente ao Paço Episcopal. Também me tinha soado algo sobre Alfaiates. Mas não queria acreditar que o Bispo tivesse tido de passar por tal enxovalho. Queria sem intenção de ferir, dizer umas coisas simples aos padres em causa. Olhem, amigos, nós, os que estamos cá fora precisamosde vós, como servidores do Povo de Deus, como testemunhas de Cristo, Servo, pobre e humilde, como companheiros de jornada, como padres desinstalados, que não se servem a si mesmos e não como prepotentes que começaram agora a vida e já se sentem humilhados. Pode doer, sair de uma paróquia ou mais, que vos estimava, mas será bom que vos debruceis sobre uma ou mais passagens do Evangelho. A primeira, a entrada de Jesus em Jerusalém. Puseram as capas no chão, para que o Mestre não ferisse os seus pés nas pedras, levantaram ramos de palma e de oliveira, cantaram: “Hossana ao filho de David, bendito o que vem em nome do Senhor”. Foi muito bonito, foi sim senhor. Mas, os mesmissimos que fizeram isto, na sexta feira seguinte gritaram: “crucifica-o. Que o seu sangue caia sobre nós e nossos filhos. Foi muito feio, mesmo muito feio. Os apoios das multidões, são relativos. Hoje, cantam-vos louvores e continuarão a cantar até vos apanharem numa falha e apanham; porque vós não sois infalíveis. Ou sois? E no dia seguinte, quando isso acontece, ou acontecer, cuidai-vos. Irão à vossa porta gritar: põe-te daqui para fora que não és de cá. Eu já vi e ouvi e não foi bonito. Sabei que os povos têm a memória curta, muito curta e agem à medida de quem os conduz. E quem os conduz não será propriamente o mais interessado ou interessados, no bem da paróquia. Os padres mais velhos, que estão calados e talvez não devessem estar, já todos passaram por isso. Acreditar nas louvaminhas dos povos? Cuidado, senhores padres, não é muito aconselhável. A outra passagem do Evangelho ainda é mais simples. No fim do regresso de uma das missões a que o Senhor enviou os seus apóstolos, disse-lhes: “e quando tiverdes feito todas estas coisas, dizei: somos servos inúteis, só fizemos o que deviamos fazer”. E, se fizestes coisas boas nas paróquias onde estivestes, porque não haveis de fazê-las também naquelas para onde fostes nomeados e que estão ávidas para vos acolher? Ajudai o pobre do bispo que ainda agora aqui chegou, pensou que aqui morava gente honrada e já está a levar pancada. Boa poesia, não?Que direi aos povos? O Bispo tirou-vos um padre, mas deixou-vos outro. Podia não ter deixado nenhum e seria bem pior. O Bispo dá o que tem e o que não tem, muitas vezes. Neste momento, penso ainda pode dar. Mas, por este andar, não sei se dará. Além do mais, é uma imagem muito má a que a diocese dá ao resto do país cristão. Nos congressos e jornadas que fazeis, falais da renovaçao da diocese. Será esta a renovação, que se pretende? Que apoio se está a dar ao pobre do Bispo que está a ter um batismo de fogo?E disto aproveitam-se as televisões, parcas de escrúpulos, que não querem saber de nada, quer dos padres em causa, quer dos povos. Afinal, o que conta? O sensacionalismo, ou o serviço ao Povo de Deus."
Pereira Ramos - In Jornal "A Guarda" de 6 de Outubro de 2005

21/09/05

Convite...

Missa Solene
Ordenação Sacerdotal
...
Pater, in manus Tuas…

Nas tuas mãos, ó Pai…
Entrego a minha vida!
Eu quero o que Tu queres,
Meu Deus, minha guarida!

Amar, confiar e partir
Para sonhar e viver;
Caminharei a sorrir
Por saber que estou
In manus Tuas Pater!

A Tua mão protectora
Sempre me há-de acompanhar!
Seguir-Te-ei, pois me chamas…
Eu sei quem quero amar!
...
Maria da Conceição dos Santos Cavaca Martins
e
Acácio Martins Fernandes

Têm a alegria de anunciar a Ordenação Sacerdotal do seu filho
António Carlos dos Santos Martins
na Sé Catedral da Guarda no próximo dia 23 de Outubro de 2005
pelas 16.00h.

Têm também muito gosto em o convidar a si
Caro amigo (a)
para a Eucaristia Solene que terá lugar em Vale de Azares, pelas 15.00 horas
do dia 30 de Outubro
.
...
Agora…
Só Te amo a Ti,
Só Te sigo a Ti,
Só Te busco a Ti…
S. Agostinho – Solilóquios 1,1

18/09/05

A Igreja tem de se renovar...


Interessantes estas palavras!

Bento XVI defendeu esta manhã que “a Igreja deve sempre renovar-se e rejuvenescer”, num discurso dirigido aos participantes do Congresso Internacional sobre o tema “A Sagrada Escritura na vida da Igreja”.A iniciativa assinala os 40 anos da Constituição dogmática “Dei Verbum”, sobre a divina Revelação, promulgada há 40 anos. O Congresso decorre entre 14 e 18 de Setembro, organizado pelo Concelho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e pela Federação da Bíblia Católica.“Estamos gratos a Deus porque nestes últimos tempos, graças ao impulso imprimido pela Dei Verbum, a importância fundamental da Palavra de Deus foi mais profundamente revalorizada”, disse o Papa aos presentes, que provinham de 98 países.No seu balanço destas quatro décadas, Bento XVI apontou “a renovação da vida da Igreja, sobretudo na pregação, na catequese, na teologia, na espiritualidade e no próprio caminho ecuménico”.

15/09/05

Depois das férias!


Depois das férias de novo o trabalho… de novo os dias ocupadíssimos passados a correr entre papéis, aulas, actividades imensas e muita gritaria!
Depois das férias novos projectos… de realizar esta e aquela coisa que acho fundamental…projectos e mais projectos… aspirar ser melhor que no ano transacto!
Depois das férias de novo a rotina apressada!
Depois das férias a vontade de recomeçar...e o medo de falhar!
Para todos feliz ano novo… Que o nosso maior Amigo a todos abençoe e acompanhe sempre e nos auxilie a realizar aquilo que o nosso coração mais anseia.

Para um amigo um abraço... isso passa! Força.

10/09/05

A minha homilia para o XXIV Domingo do Tempo Comum - A


As leituras deste XXIV domingo do tempo comum, mais uma vez nos propõe como tema de meditação a bondade, o amor e o perdão de Deus para quem o quiser aceitar. Sentimentos estes que nós deveremos imitar. Cultivando-os estaremos em mais intima comunhão com Deus nosso Pai e nosso criador.
As leituras apresentam-nos hoje um Deus que ama incondicionalmente a sua obra que criou! Um Deus que ama sem cálculos, sem limites e sem medida. Este Deus pede apenas que, imitando-O, também nós amemos os irmãos que, dia a dia, caminham lado a lado connosco!
A primeira leitura (retirada do livro de Ben-Sirá) procura deixar claro que a ira e o rancor são sempre sentimentos maus; que jamais podem ser caminho para uma realização plena e feliz do homem! A ira e o rancor jamais permitirão ao coração humano ser autenticamente feliz e livre!
O livro de Ben-Sirá apresenta um pouco o que significa ser possuidor da verdadeira sabedoria. Esta verdadeira sabedoria não se adquire apenas nos livros e no estudo apurado! A verdadeira sabedoria é oferecida aos homens piedosos por Deus.
Possui a verdadeira sabedoria aquele que não se deixa dominar pelo rancor, pela ira ou por sentimentos fáceis de vingança!
Possui a verdadeira sabedoria aquele que é capaz de perdoar e de se compadecer com o seu semelhante! Esse é sábio…esse é feliz!
O texto sagrado é fundamentalmente um apelo a invertemos a lógica do “olho por olho, dente por dente” de forma a que as nossas relações com os irmãos sejam marcadas por sentimentos de perdão e misericórdia. Só assim, livre de coração, em paz com os irmãos o homem pode ser autenticamente feliz. Só assim o homem pode dizer-se Filho de Deus porque emita o modo de proceder do Pai.
Este modo de proceder é importante porque a nossa vida, a nossa existência terrena, está marcada pela brevidade e pela finitude e, querendo ter uma existência terrena feliz, não podemos estraga-la com sentimentos que magoam os outros e nos magoam a nos mesmos!
Muitos dos nossos irmãos pensam que só nos afirmamos, só nos realizamos e só triunfamos quando somos fortes ou quando respondemos com força e agressividade aos outros. O autor do texto da primeira leitura ensina que “a sabedoria” e êxito e a felicidade do homem não passam por cultivar sentimentos negativos em relação aos outros. O que nos trás paz, o que nos faz sentir em harmonia connosco, com Deus e com os outros não são os gestos violentos mas sim os gestos de perdão de bondade e misericórdia!
O evangelho retoma este tema presente na leitura de Ben - Sirá. O tema do perdão! E Jesus mostra que perante este tema tem ideias radicais! Jesus quer que se perdoe sempre!
Para os Judeus perdoar devia ser um esforço permanente, no entanto, pensavam que o perdão só o deviam àqueles que faziam parte do seu povo. Jesus ao dizer que se deve perdoar até setenta vezes sete quer testemunhar, face aos seus contemporâneos, que o perdão é para ser dado mesmo aos inimigos!
O texto sagrado aponta para esta exigência difícil de perdoar sempre de forma radical e ilimitada! O mandamento do perdão, como Jesus o ensina, não permite meias tintas, desculpas ou rancores de coração.
No nosso tempo, na nossa cultura parece que o perdão é próprio dos fracos, dos vencidos, dos que desistem de impor a sua personalidade e a sua visão do mundo! Jesus diz que a verdade é outra…perdoar é para gente forte interiormente! Perdoar é para os que sabem o que é verdadeiramente importante é para os que estão dispostos a renunciar ao seu orgulho e auto-suficiência!
Este perdão que Jesus exige aos seus discípulos não significa ceder diante daqueles que nos magoam e nos ofendem! Este perdão que Jesus pede para praticar significa encolher os ombros e seguir adiante perante as injustiças! Este perdão que Jesus pede não significa “deixar correr mundos e fundos”! Este perdão que Jesus pede não é sinónimo de pactuar com injustiças e opressões (sociais, politicas ou culturais!). Não é silêncio cobarde / conformismo ou indiferença!!!
O perdão que Jesus pede não significa isolar-se no silêncio ou demitir-se das responsabilidades na construção de um mundo melhor! O perdão que Jesus pede significa estar disposto a ir ao encontro, a estender a mão, a recomeçar o diálogo… a dar sempre outra oportunidade.
Se assim procedermos podemos dizer, como S. Paulo, na segunda leitura!
Devemos perdoar sempre e amar como Deus já nos amou e continua a amar! Pois, nenhum de nós vive para si mesmo…nenhum de nós morre para si mesmo! Se vivemos… vivemos para o Senhor…se morremos morremos para o Senhor! Quer morramos quer vivamos pertencemos ao Senhor! Esta certeza deve encher de alegria o nosso coração… esta certeza deverá responsabilizar-nos na edificação de um mundo melhor! Isto não pode ser uma utopia ou sonho…não podem ser simples palavras bonitas! Devemos ser a fieis a Jesus perdoando sempre…amando sempre o próximo desmesuradamente… Devemos eliminar todos os ódios e rancores que podem afectar o nosso coração! Isto não é para os outros, é para mim… se assim proceder não mudarei todo o mundo mas de certo mudarei para melhor o “meu mundo”!

09/09/05

06/09/05

Parabéns caros colegas e amigos...



Dois dos meus colegas de seminário foram agora ordenados sacerdotes. Fui a Ribolhos... Adorei partilhar com eles estes momentos!
Júlio e César...o nosso abraço!
Aguardamos a visita...

"A Igreja de Viseu ficou mais rica com dois novos sacerdotes. Ontem, dia 4 de Setembro, D. António Marto, bispo daquela diocese, ordenou dois novos presbíteros naturais de Ribolhos (arciprestado de Mões): Pe. José Júlio Maria de Almeida e César Martinho Duarte CatarinoNa homilia, o Bispo de Viseu falou da missão do padre como sentinela: “Aquele a quem é confiado velar pelo bem da cidade, perceber os sinais de esperança ou de ameaça, um homem de Deus, atento a todos os problemas dos homens e da vida. Padre sentinela da esperança!”. A seguir afirmou: “Faz-te ao largo, não tenhas medo! Serás agora pescador de homens. Sai do teu pequeno mundo e abre-te a novos horizontes. Confia na Palavra do Evangelho. Serás pescador de homens. Conquistador de homens para Deus, para Jesus Cristo. O mar para os homens é símbolo do abismo. Deveis tirar os homens das águas salgadas das alienações e escravidões. Não tenhas medo Pedro, César, Júlio…, o Senhor está convosco. Sede servidores da alegria do Evangelho de Cristo!”. Ao comentar o lema que os ordinandos escolheram “Fiz-me tudo a todos”, D. António Marto acrescentou: “A todos vós aqui presentes, peço-vos do fundo do coração que acolhais como um dom, com gratidão, estes novos padres; ajudando-os, apoiando-os, recordando-vos que o sim que vão dizer a Deus é um sim para vós, para o serviço do povo de Deus para a humanidade inteira. Permite que estes padres sejam verdadeiramente padres, totalmente padres, que possam abrir as vossas casas, famílias e corações ao conhecimento do amor infinito de Deus. Tendo confiança neles, que nesta sociedade tão confusa foram capazes de fazer uma escolha contra a corrente dominante para testemunharem a mensagem de graça e salvação”. "

Noticia da Agência Ecclésia

Fátima....





Abençoai a nossa Diocese!
Peregrinação Diocesana a Fátima.

In www.jornalaguarda.com

03/09/05

Pater, in manus Tuas...


Nas tuas mãos, ó Pai…
Entrego a minha vida!
Eu quero o que Tu queres,
Meu Deus, minha guarida!

Amar, confiar e partir
Para sonhar e viver;
Caminharei a sorrir
Por saber que estou
In manus Tuas Pater!

A Tua mão protectora
Sempre me há-de acompanhar!
Seguir-Te-ei, pois me chamas…
Eu sei quem quero amar!

Obrigado Luis e Paulo pela ajuda!

01/09/05

Feliz noticia!


No final do Mês de Outubro provavelmente este espaço virtual deixará de se intitular "Diácono Tó Carlos" e passará a ser o espaço do "Padre Tó Carlos". Para mim e pelo aumento das vocações sacerdotais quero pedir as vossas orações!
Obrigado G.P. pelos fantásticos desenhos!

29/08/05

Eles estiveram em Colónia...


Estes jovens, da Diocese da Guarda, estiveram em Colónia nas Jornadas Mundiais da Juventude! Dizem que valeu a pena... por isso não querem esquecer. Visitem... http://jmjguarda.blogspot.com/

27/08/05

XXII Domingo Comum - A


Palavras que meditei e quero partilhar a respeito da Liturgia do XXII domingo.

A leituras deste dia, o XXII do tempo comum, convidam-nos a descobrir o amor de Deus. Este amor do Criador pelas suas criaturas é um “amor louco”! Um amor total, pleno e definitivo.
O “amor louco” que Deus tem pelas suas criaturas exige, da parte destas, uma resposta! Deus exige de cada um de nós uma resposta amorosa!
Deus porque muito nos ama… criou-nos, enviou-nos o seu Filho para o conhecermos em plenitude e aguarda por nós no seu reino eterno! Tudo o que Deus pede é que as suas criaturas respondam com amor ao amor que ele já manifestou e continuamente continua a manifestar pelo Espírito Santo!
A resposta amorosa que Deus nos pede a nós…seus Filhos… é o esforço por traçar no mundo um caminho de amor, carregando diariamente a nossa cruz! (isto resume os textos sagrados deste domingo)
Sobre esta temática, falava a primeira leitura… Jeremias conta a sua experiência pessoal! Este profeta, seduzido por Deus, colocou toda a sua vida ao serviço deste mesmo Deus, procurando colocar-se sempre ao serviço dos projectos divinos! No “caminho” da sua existência esta fidelidade a Deus fez com que tivesse de enfrentar os poderosos e teve de colocar em causa a lógica do mundo! Este enfrentar a lógica humana trouxe-lhe sofrimento, solidão e perseguição!
Na leitura Jeremias lamenta-se pelo peso da cruz que tem de suportar. Ser profeta…ser testemunha de Deus…testemunhar este amor Divino que Deus nos tem exige enfrentar injustiças, opressões… Testemunhar o amor Divino significa colocar em causa os interesses egoístas e os esquemas materialistas sobre os quais se constrói a história do homem e do mundo!
Também nós, como Jeremias, porque somos baptizados somos chamados a ser profetas! Somos chamados a ser a “boca” de Deus no Mundo! Somos chamados a amar de forma apaixonada a palavra de Deus e a coloca-la em prática! Se nos esforçarmos por proceder como Jeremias estaremos a ser profetas da verdade e fieis testemunhas de Jesus! Se assim procedermos sabemos que estaremos a correr riscos… de certo que a nossa cruz ficara mais pesada! Com certeza muitas vezes nos lamentaremos de estarmos a lutar sozinhos… mas Deus jamais abandona os que O amam e a justiça final virá quando formos chamados a tomar posse do seu reino eterno!
O evangelho vem na mesma linha de ideias da primeira leitura! Jesus avisa os seus discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo carregar da cruz diária e pelo testemunho de vida. O próprio Jesus quis percorrer esse caminho! Ele nunca buscou honras humanas… foi fiel à vontade do Pai até à morte! Teve de carregar a cruz mais pesada e deu a própria vida para testemunhar o amor do Pai! Quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante!
No evangelho é colocada frente a frente a lógica dos Homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus)! A lógica dos Homens assenta muitas vezes no poder, no domínio, no prestigio e no êxito social! A lógica humana garante-nos que a vida só tem sentido, só tem sabor se estivermos sempre do lado dos vencedores, dos ricos dos socialmente reconhecidos! Na lógica do mundo só os famosos, só os que ocupam um lugar importante na politica ou na televisão são felizes!
A lógica de Deus é radicalmente diferente! Aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos! A lógica de Deus garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na humildade e simplicidade.
No nosso dia a dia somos confrontados com estas duas lógicas! Qual será a nossa escolha?! Qual a lógica que comanda a nossa existência?
A lógica humana parece conduzir a uma felicidade mais imediata… a lógica divina parece ser demasiado utópica e distante! A lógica humana não exige tanto esforço mas de certo não nos preenche plenamente o coração nem nos concederá uma vida eterna de felicidade! A lógica humana pode dar felicidade, reconhecimento social… muitas palmas e adolaçoes…mas não da de certo paz de consciência nem conforto de coração. Só a lógica de Deus… na sua exigência pode preencher o coração!
A lógica de Deus exige tomar a cruz! Tomar a cruz é amar até às ultimas consequências! Quem quiser seguir Jesus tem de estar disposto a dar a vida pelos irmãos! Quem quiser dizer-se cristão tem de lutar contra as injustiças de todo o tipo! O cristão baptizado… o cristão consciente não tem medo de lutar contra a miséria, a exploração, o pecado! O cristão verdadeiro não tem medo das represálias dos poderosos na terra!
Aquele que segue a lógica de Deus sabe que tem de carregar a sua cruz sabendo sempre que Deus o ama muito!
O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. O cristão consciente não renega o baptismo e compromete-se diariamente em lutar contra tudo o que priva o homem da liberdade verdadeira que só a verdade que é Jesus manifesta!
Deus ama-nos! Quer que carreguemos a nossa cruz e quer que o testemunhemos! Todos temos a nossa cruz… cada um queixa-se da sua! A nossa cruz, dizemos, é sempre a mais pesada a mais difícil de carregar! Nós não merecemos a cruz que temos de suportar… Neste domingo somos convidados a não murmurar contra a nossa cruz… carreguemo-la com coragem e determinação! Aquele que muito nos ama saberá recompensar o nosso esforço!
Por mais pesada que seja a nossa cruz não é mais dura que a de Jesus! A cruz que carregamos diariamente será a nossa santificação… será a chave que nos há-de abrir a porta da vida eterna!
Que Jesus nos ajude a sermos fieis ao seu amor! Que não tenhamos medo de abraçar a sua lógica em detrimento da lógica do mundo! Que Jesus nos ajude a carregar a nossa cruz de cada dia!

19/08/05

Obrigado por estes exemplos...


Como devem agora estar os dois felizes! De novo juntos... no Céu! Em nome da humanidade...obrigado!

A respeito da Jornada Mundial da Juventude

Papa impressiona os jovens após primeiros encontros

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Entusiasmo, satisfação e ainda alguma expectativa marcam o primeiro grande encontro de Bento XVI com os jovens de todo o mundo, na XX Jornada Mundial da Juventude.
Ao contrário das teorias que vêem neste tipo de encontro um “sofrimento” para um Papa professor, um sábio da Teologia, a dinâmica de Colónia tem mostrado que Bento XVI, apesar da sua timidez natural, também consegue cativar os jovens.
Não o faz pelo caminho mais fácil, porque a sua mensagem é densa, exigente e vai de encontro a alguns dos anseios e dúvidas mais comuns na juventude dos nossos dias. Aos que procuram um caminho para a sua vida e uma resposta para as suas interrogações, o Papa aponta a solução definitiva: Cristo.
Não é tanto o calor dos gestos, mas o das palavras de Bento XVI que cativou a geração “Wojtyla”, que cresceu à sombra de um outro Papa. O desafio é difícil e as comparações constantes, mas a resposta dada por um surpreendente Papa Ratzinger tem estado à altura das exigências.
A vontade de comunicar com os jovens é inegável e vê-se nos pequenos momentos como nos grandes discursos. Bento XVI deixa que os jovens falem, mas não deixa que o seu entusiasmo abafe aquilo que tem para lhes dizer – não tem sido raro vê-lo levar o dedo à boca, pedindo silêncio...
No seu primeiro contacto com os jovens, na Alemanha, o Papa deixou um forte apelo a todos os que participam nas Jornadas: “escancarai o vosso coração a Deus! Deixai-vos surpreender por Cristo! Concedei-lhe o direito de "Vos Falar" durante estes dias”.
A pesada herança de João Paulo II não pareceu pesar a Bento XVI, que permaneceu igual a si próprio neste encontro com os jovens, aos quais ofereceu um discurso caloroso, mas carregado de exigência. Lembrando que o Papa polaco soube compreender “os desafios com que os jovens de hoje são confrontados”, Bento XVI desafiou os presentes a “colocar em prática, todos juntos, os seus ensinamentos”.
No coração da Europa, onde a Igreja Católica parece em quebra, Bento XVI desafia a multidão da JMJ a inundar o Velho Continente com um novo sopro de vida. “É preciso, caros amigos, saber fazer as escolhas necessárias. No decorrer das Jornadas, convido-vos a um compromisso sem reservas para servir Cristo, custe o que custar”, sublinhou.
Para já, não são perceptíveis grandes diferenças entre esta JMJ e as 19 anteriores. Há um mesmo tom festivo, bandeiras de numerosos países, cantos até que não haja voz. Os hispânicos, sempre ruidosos, substituíram o já famoso “Juan Pablo II, te quiere todo el mundo” por “Benedicto, torero, te quiere el mundo entero”. E por onde quer que passe Bento XVI, há sempre alguém disposto a chamar por “Be-ne-de-tto”.

In: "www.ecclesia.pt"