08/03/07

40 Dias... 40 Pensamentos! Quinta, 8 de Março

Dia Internacional da Mulher

Para a minha mãe
Para a minha irmã
Para as minhas amigas
Para todas as mulheres
Que me ensinam concretamente
O que é amar
O que é ser sensível
O que é estar atento
O que é viver próximo…
O meu obrigado...
E a minha oração!

7 comentários:

Anónimo disse...

Dia Internacional da Mulher
Não, não preciso de expiar ou envergonhar-me dos séculos de exploração feminina, das humilhações a que os homens sujeitaram a mulher, do sofrimento que lhe impuseram. Não sou culpado do anacronismo das leis, do carácter misógino da tradição judaico-cristã, dos preconceitos do clero e da violência das leis que a discriminam.

Não defendo os conteúdos misóginos da Tora, da Bíblia ou do Corão que legitimam a violência de que são vítimas e as penas a que são sujeitas, sem esquecer a lapidação e as vergastadas públicas a que o fascismo islâmico ainda submete as mulheres.

Nos primórdios da humanidade a força física foi determinante, a divisão do trabalho e a apropriação dos incipientes meios de produção conferiram ao homem a supremacia que o tempo se encarregaria de perpetuar e os homens de defender.

Impensável é que a modernidade tenha sido tão lenta no reconhecimento da igualdade, que os preconceitos permaneçam em homens ditos civilizados e a resignação seja aceite por mulheres que sempre foram vítimas da exploração e da violência.

Não aprecio dias internacionais, celebrações impostas pelo calendário, para condenar atitudes que envergonham e permanecer o resto do ano conivente com a tradição.

Abro hoje uma excepção para recordar, não a Idade Média, mas a ditadura salazarista com o apoio da Igreja Católica, os valores e princípios que envergonham o passado recente resgatado pelo Portugal de Abril.

Cito de memória algumas ignomínias de que a mulher foi vítima. Aqui ficam algumas proibições:

- Casamento para as professoras do ensino primário, sem autorização superior e com a exigência de o futuro marido auferir maiores rendimentos;
- Administração de bens próprios dentro do casamento;
- Divórcio, para o casamento canónico;
- Magistratura;
- Carreira diplomática;
- Saída para o estrangeiro, sem autorização do marido;
- Justificação de faltas a mães solteira, por motivo de parto (função pública);
- Casamento para as enfermeiras, cuja proibição terminou ainda no salazarismo.

Doutros horrores, dos crimes de honra, das sevícias toleradas dentro do matrimónio, das violações, agressões físicas e reiteradas humilhações que, sobretudo, nos meios rurais e analfabetos eram constantes e impunes, permanece um rasto silencioso não erradicado. E já poucos se lembram do direito do marido a violar a correspondência da mulher.

Hoje, da opacidade das burkas e da intolerância das religiões, salta a inteligência, o afecto e a criatividade, saem para o sortilégio do amor, soltam-se para a aventura da ciência e a criatividade das artes. Só as mulheres conseguem ser mães sem deixarem de ser tudo o que os homens podem.

Filomena Silva.

(O texto fica sujeito à censura de alguém que pergunta aos leitores se os comentários devem ser cortados para depois se burrifar para essas mesmas; nada que nos surpreenda afinal!)

Anónimo disse...

Aqui pode apreciar um video onde um clérigo explica como as mulheres devem ser divinamente espancadas:

http://www.youtube.com/watch?v=vJkmRBEOC3o&mode=related&search=

Filomena Silva.

Pe. Tó Carlos disse...

Agradecia que fosse correcta.
O titulo do video é "Wife Beating in Islam"... Não confunda!

Inteligente já descobri que é... atenta também...Disse-me que era educada.... mas com este tipo de comentários começo seriamente a desconfiar!

Não censuro nada a ninguém porque este espaço é MEU. Gostava que tivesse os comentários livres mas... há pessoas que não entendem sinais.

Pe. Tó Carlos disse...

Desta vez até me dei ao trabalho de responder a quem, pela forma como se me dirige, não o merece...

Está quase a conseguir. Parabéns!

Mas eu rezo por si na mesma e até lhe perdoo.

Anónimo disse...

Padre Tó:

O cinismo é pecado?

Filom,ena Silva.

Anónimo disse...

O Deus em que os Cristãos acreditam é o mesmo Deus que os islâmicos só que eles chamam-lhe Alá! Cristãos, Judeus e Islâmicos acreditam no Deus único.

Pe. Tó Carlos disse...

São religiões monoteístas. Não as confunda assim nem as coloque de forma leviana no mesmo saco (principalmente quando se fala de práticas rituais ou exigências).

Cinismo é pecado mas olhe que julgamentos temerosos também.

Permita-me que, por uma vez, coloque uma questão... Não me julgue mal nem considere uma ofensa muito menos pseudo superioridade moral ou intelectual.
- Nunca se cansa de ser tão azeda?
Agradecia até que nem respondesse mas que colocasse a si própria a questão.

Acredito que não seja azeda. Acredito que é uma pessoal sábia, amiga, próxima... mas quem ler estes seus comentários aqui neste espaço (e apenas possa contactar consigo desta forma) fica a pensar que é uma pessoa muito amarga. Eu nao queria isso! (não... não estou a ser cinico como também me julga).

Agradecia ainda que não monopolizasse o espaço e respeitasse quem pensa de forma totalmente diferente.
Eu procurei respeita-la (sempre respeitarei) ao máximo mesmo quando tanto me insultou (até de forma pessoal)... claro que já esqueci!)

Sei que estou a faltar à caridade para com o próximo. Mas considero que às vezes é necessário.


Agradecia também ao anónimo ou "anónimos" que deixassem de responder a provocações. Este espaço calculo ficaria a ganhar.

Quem ninguém fuja as questões sérias e colocadas de forma séria mas sem ânsia de impôr ou "sair por cima" só porque tenho uma maior bagagem intelectual ou pelo menos maior capacidade argumentativa.

Aqui todos são sempre bem vindos... Se alguém se opõem tanto a mim e àquilo que acredito, no minimo, respeite este MEU espaço por educação.