25/03/07

Avessos a tantas coisas - II


“O «super carro» do padre
Há quem lhe chame um carro do diabo. A potente viatura com que o padre António Rodrigues se desloca entre os vários compromissos que tem em diferentes freguesias causa espanto por onde passa e é motivo de conversa entre os paroquianos. Veio directamente da Alemanha e é um exemplar único em Portugal.
O carro do padre Rodrigues é único a circular nas estradas portuguesas, porque “reúne duas condições essenciais”, a “exclusividade” que o ajuda a aproximar-se dos jovens e os seus 150 cavalos que lhe garantem não chegar atrasado aos compromissos religiosos.”

fonte: O Primeiro de Janeiro

“Papa recebe queixa contra o padre acelera
Caiu o Carmo e a Trindade. O padre António Rodrigues, pároco em Santa Comba Dão, apareceu nos jornais a gabar-se de possuir um super-carro, único no País, e de andar no picanço na auto-estrada a altas velocidades.”

fonte: 24 Horas

Carta a um amigo:
To-Zé:
Nós que partilhámos os bancos do Seminário!
Nós que partilhámos o companheirismo e a amizade de forma tão próxima…
Partilho contigo aquilo que sinto… mas só contigo!
Sim porque eu conheço-te bem e sei que foste enganado e dizem de ti aquilo que não és.
Foste enganado… É o estilo típico de jornalistas…
Tens um carro diferente… logo és excêntrico… vaidoso!
Tem potência… logo és um acelera… um inconsciente!
Não lhe respondas… nem o teu silêncio eles merecem.
A mim aconteceu-me algo parecido faz algum tempo (claro… sem a mesma gravidade)!

“Padres avessos a comentar o Código de Da Vinci!
Pediram-me para fazer publicidade ao livro e ao filme - Código de Da Vinci! Bem não foi bem assim… pediram-me uma opinião, para um jornal, sobre esta obra e se pretenderia ir ver o filme!... Esta é a melhor publicidade quando deixa de ser publicidade e ganha estatuto de notícia!
O sacerdote inicialmente contactado recusou-se a comentar o filme argumentando que “é dar importância aquilo que a não têm!”
Eu, desconhecendo esta recusa porque o jornalista nada me disse, acedi comentar o livro e dar a minha opinião sobre esta obra! Respondi a tudo o que entenderam perguntar... mesmo a tudo e não disse nem mal nem bem da obra nem do autor dei a minha opinião e até manifestei curiosidade em ir ver o filme!
O artigo sai no dia de estreia do filme (publicidade da melhor!) e o jornalista pouco mais fez que recolher afirmações minhas… O artigo resumia-se a pouco mais que isso citações minhas nada mais!…O mais interessante era o titulo do artigo: - Padres avessos a comentar o Código de Da Vinci!
Parece que temos bons motivos para nos tornarmos avessos a muitas coisas…”


Querem vender jornais às nossas custas e por vezes somos demasiado inocentes.
Não desprezo nunca jornalistas. Deve haver imensos (de certeza a maioria) que são correctos na realização do seu trabalho! Mas já aprendi uma coisa… só lhes respondo por escrito e mesmo assim… duvido sempre!

5 comentários:

Pe. Tó Carlos disse...

Pra que conste eu tenho um opel corsa que me satisfaz plenamente. E fico mais escandalizado com alguns Mercedes de alguns padres do que com o Ford Focus do meu amigo Tó Zé que tem um motor melhorzito que o normal e faz um pouco mais de barulho.

marespinho disse...

O problema não está nestes Opel e Ford, que os senhores padres têm, mas sim, como diz o padre Tó Carlos, nas grandes máquinas que se veem por aí na mão de certos padres todos betinhos.

Anónimo disse...

Será melhor que a comissão episcopal crie uma lista de carros aprovados?
Ou então que recomende aos sacerdotes só responderem por escrito aos jornalistas. Há realmente exemplares que abusam na sua ansia de vender papel.

joaquim disse...

À conta de jornalistas e as "suas verdades" aqui fica esta história:

«Há algum tempo que o estado de saúde de João Paulo II começara a interessar muito os meios de comunicação social. Cada boato sobre este tema era repetido. E o próprio Papa, inquirido sobre a sua saúde, respondia:
- Não sei, hoje ainda não tive tempo para ler os jornais.»

-
Do livro "Recordações de João Paulo II

Abraço em Cristo

Anónimo disse...

È certo que o que os jornalistas narram nem sempre corresponde à verdade.
Mas imagino também o que diria Jesus se viesse de novo à terra e visse a forma como muitos ministros de Deus narram as verdades evangélicas...